A Rio Tinto (ASX, LON: RIO) planeja expandir seus negócios de negociação de metais para materiais de terceiros e derivativos, enquanto o diretor-executivo Simon Trott busca extrair mais valor da segunda maior mineradora do mundo.
Segundo a Bloomberg, a iniciativa representaria uma mudança para a Rio Tinto, que historicamente tem focado na comercialização da própria produção e opera um negócio de negociação muito menor do que a Glencore (LON: GLEN).
A ampla rede de negociações da Glencore foi um dos atrativos durante conversas fracassadas de aquisição entre as empresas nos últimos dois anos.
De acordo com a Bloomberg, a Rio Tinto não pretende replicar as casas independentes de negociação de commodities, mas está considerando uma expansão significativa de seu negócio comercial existente sob a liderança do diretor comercial Bold Baatar.
A iniciativa pode proporcionar à Rio Tinto maior flexibilidade para lucrar com desequilíbrios regionais de oferta e capacidade ociosa ao redor de suas operações globais, ao mesmo tempo em que amplia um negócio comercial que ainda é modesto em comparação aos grandes negociadores de commodities.
Oportunidades de negociação
A Rio Tinto está considerando mais negociações com terceiros em mercados onde seus ativos existentes podem oferecer uma vantagem. Isso inclui alumina, em que a empresa tem excedentes em algumas regiões e escassez em outras.
Na América do Norte, suas operações em Kennecott possuem capacidade ociosa de fundição de cobre, criando oportunidades para lidar com material adicional. A Rio Tinto também pode negociar cátodos de cobre e produtos relacionados, como ácido sulfúrico.
A equipe comercial atualmente conta com cerca de 20 traders e pode adicionar vários outros à medida que a empresa expande a operação.
A estratégia está alinhada com a ampla reestruturação promovida por Trott desde que assumiu como CEO no ano passado. Ele apresentou planos para simplificar a empresa, vender ativos, reduzir custos e melhorar os retornos.
A Rio Tinto também está em negociações com o grupo multinacional holandês Vitol Group sobre uma possível joint venture de frete e logística, outro movimento que pode remodelar a forma como a mineradora gerencia sua cadeia global de suprimentos.
