O déficit fiscal da Itália ultrapassa o limite da União Europeia, agravando o impasse fiscal de Meloni.
De acordo com a Golden Ten Data em 3 de abril, o governo da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, ultrapassou em 2023 o limite de déficit orçamental estabelecido pela União Europeia, constituindo o maior revés fiscal desde que assumiu o cargo em 2022. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística da Itália na sexta-feira, o déficit representou 3,1% do PIB, acima do teto de 3% imposto pela União Europeia para conter as finanças públicas.
Inicialmente, Meloni esperava um déficit mais baixo, abrindo caminho para a Itália sair do “procedimento de défice excessivo” da UE — mecanismo que monitora países com déficit elevado, sujeitando-os a uma fiscalização mais rigorosa por parte de Bruxelas. Caso não atinjam as metas fiscais acordadas com a Comissão Europeia, podem enfrentar sanções.
O governo Meloni está atualmente sob pressão devido à crise com o Irão e a derrota recente no referendo sobre a reforma judicial. O governo vinha se esforçando para reduzir o déficit de modo a retirar a Itália do mecanismo de monitoramento orçamental da UE, permitindo maior expansão das despesas com defesa. Meloni já assumiu o compromisso de atingir a meta da NATO de destinar 5% do PIB para a defesa, em resposta às exigências de Trump.
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